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quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Grêmio 5 x Internacional 1 (Gre-Nal nº 153)



"Conseguiu o Grêmio uma de suas vitórias fáceis e empolgantes sobre seu tradicional adversário, o S. C. Internacional. Congratulamo-nos porém com a equipe colorada, que apesar de derrotada encarou o debacle com grande espírito desportivo, agindo durante todo o transcorrer do embate com ótima conduta e grande cavalheirismo. Mostrou  a equipe colorada ainda possuir aquele espírito de luta característica e sòmente não puderam resistir a avalanche tricolor que apresentou-se com grande superioridade técnica e preparo físico, salientando-se, principalmente, seu meio de campo.
[...] jogando com calma, fazendo jogadas bem articuladas com Elton e Milton resolutos no meio do campo fazendo desaparecer por completo à Vilmar e Kim."

"Quem foi ao campo para ver um duelo entre a vanguarda colorada e a extrema defesa gremista, não viu senão extremamente o contrário: sexteto defensivo do Grêmio amplamente superior a linha de atacantes rubra e a defensiva escarlate vendo-se em apuros para conter o "inofensivo" quinteto de frente tricolor. Em resumo, viu-se o Mosqueteiro sempre superior, jogando seus homens desde Suli até Vieira, tranqüilos mesmo quando perdiam por um tento a zero."

Plantel

tira-teima



"E aos que diziam que o Grêmio não possuía atacantes capazes de finalizações e que eram todos "armandinhos" i. é só armavam e não possuíam arremate, a resposta veio nesse contundente revés imposto ao clube do pôvo. Nada menos de cinco tentos foram assinalados por esses mesmos cinco homens que não possuiam finalizações. Mostrando o esquadrão tricolor muito mais equipe passou fácil pelo seu tão temível adversário." (texto Zelio Hocsman)


fonte: Revista do Grêmio Julho-Agosto 1960 - Ano V - nº 28

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Os catedráticos ensinaram os bicampeões

Jogo de 4 de agosto de 1971. Estádio Beira-Rio

FÁCIL, MINHA GENTE

"O Beira-Rio, como o Estádio Olímpico anteriormente, propiciou, qual Sorbonne futebolística a todos, indistintamente, a grande e eloqüente lição: para os arrogantes - humildade... e para os confiantes a satisfação de ter conquistado um triunfo dos mais sensacionais de sua história.
AOS PRIMEIROS trouxe uma lição de modéstia e morigeração: ainda são pequenos demais para dobrar os bem grandes. É a falsa grandeza, o gigantismo provinciano, a megalomania do normal querendo olhar de cima para os que o circundam. Não é para qualquer um ter um olho em terra de cegos...
AOS SEGUNDOS, aquèles que confiavam no poder do seu representante, em devaneios já antevisto como aureolado e imbatível, a êstes o sabor e a alegria de terem sido correspondidos. O Grêmio ganhou do Internacional e não podia ser de outra forma. Mostrou a fibra, a garra e, acima de tudo, um futebol notável, aliado ao peso extraordinário de sua gloriosa camiseta. [...] A César o que é de César! No choque de grandes, guardaram-se as proporções. Os catedráticos ensinaram os bicampeões." Jesus Afonso
Fonte: Revista do Grêmio - Ano XV - Nº 54 -  Setembro de 1971

"Gente, como é bom ser gremista. Deu Grêmio no primeiro Grenal. No cinquentão, no centão, no sesquicentão. E agora, no duzentão, também.  Nada melhor que num jogo clássico, um escore clássico: três a um. Foi o fino do grenal. Um grenal molhado, muito badalado, muito gostoso como quê.
[...] Um jogão. FIzemos um, dois três. Que vibração! O primeiro do pequenino Caio, que cabeceou entre os altões Pontes e Valmir. A bola estufou as rêdes "dêles". Foi uma beleza de gol. Depois aquèle pênalti. O gringo Scotta deu um chutão. Gainete foi para um lado, a bola entrou no outro. Explodiu a nossa torcida. As bandeiras tricolores se agitaram. Era o azul imperando no Beira-Rio. Um espetáculo grandioso. E o pique de Scotta festejando o gol. Oferecendo-o à nossa torcida." Mário Caminha



grenal - túmulo dos goleiros
"Você que é gremista, está com a mão no queixo, um pouco apreensivo com o gol contra de Everaldo. Mas, é uma preocupação passageira, que a bola só anda na área de Gainete, e que os 2 x 1 não vão tardar.
Você que é gremista, ergue-se no Gigante, e até se esquece que a chuva está caindo novamente: Scotta de pênalti (Valmir em Flecha) atira no canto esquerdo, e aí está os dois a um. Mas os dois a um não chega, existe uma ânsia de vingança, de mais gols. Só que você que é gremista nem de longe podia imaginar que o terceiro gol, a vantagem tranqüilizadora, viesse de um lance assim, rápido, malicioso, engraçado, cômico: 37 do tempo final, dois toques próximos da área do Inter, pela esquerda. A bola é levantada. Caio agacha-se a cabeceia quase no chão.A bola vai pedindo licença. Gainete faz pôse: e leva o frangão. Até Caio fica sem entender. O Gigante começa a chorar. As festas, a alegria do tri, o carnaval com chuva e tudo, que estava bem arrumadinho, não vai sair. Culpa de quem, De Dino Sani? Do Inter? Do Gainete? 
É ruim ser goleiro: êle pode passar todo o jôgo fazendo milagres, mas se numa bola vem a falha, adeus: ninguém lembra o que êle fêz. Gainete apenas engrossou a lista enorme dos goleiros que acabaram tendo seu túmulo erguido no meio da alegria.
Lembram o que aconteceu com Lapaz? Foi há mais de 15 anos, um grenal no olímpico. Romeu da Cruz era o juiz, o dia 24 de julho de 1955. Houve um lance curioso. A bola foi erguida pela direita. Lapaz estava muito na frente, quando quis voltar, teve o sol contra si. Saiu mal, a bola fêz uma curva, e acabou morrendo quietinha no fundo do gol colorado. Naquele grenal, a falha de Lapaz custou caro, o Grêmio ganhou de 2 x 1, e Lapaz, mesmo sendo um grande goleiro, não pode escapar das vaias, e até mesmo (sem o merecer) da pecha de vendido e outras coisas mais..." José Nei

"Chovia muito e resolvi ir para dentro do Rian. Um cafèzinho, aquela hora, vinha mais do que bem. Ao meu lado, um cara gordo, cabelos grisalhos mostrando quem sabe uns 50 anos, chegou até derrubar açucar tão atento que estava ao radinho de pilha: " o grenal não vai sair, só dia 16 de setembro, por causa da chuva". Brabo,  o cara largou o rádio, engoliu o cafezinho, acendeu o cigarro, louco da vida. Mas, em seguida, veio a reviravolta, e seu rosto ficou alegre e brilhante: "Vai sair o jogo com qualquer tempo"
Ir para rua só alguns corajosos corriam pelos paralelepípedos lisos, cuidando-se para não cair. Com esse tempo, pensei... Mas o cara de cabelos grisalhos, feliz na vida, estava novamente bravo: "o que, o Caio? Pela mãe do guarda! Êle é o coveiro do Grêmio". Só que o amigo dele, que teve a audácia de de falar bem do Caio, queria discutir de qualquer jeito.: "Você vai ver, ele larga para o Scotta na corrida e o Gainete quando acordar estará na maior fossa da paróquia [...] ele não jogava um bolão no Flamego ao lado do Gaspar?"

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Grenal 4 x 1

Grêmio: Henrique, Orlando, Airton, Vi, Elton e Calvet, Volnei, Gessi, Juarez, Milton.
Internacional: Silveira, Zangão, Luiz Luz, Ezequiel, Verardi, Deraldo e Tati, Danúbio, Cacaio, Alfeu, Ivo

"O internacional marcou primeiro com um goal de Deraldo, aos 2 minutos, que lançou no canto esquerdo da meta de Henrique depois de receber um passe de Ivo Diogo. Honestamente ninguém esperava. A torcida ficou petrificada. Porém o que poucos acreditariam é que aquele seria um sinal para a arrancada fulminante do Grêmio. Todo o esquadrão tricolor despertou e ato contínuo dominou a partida.
Milton, o notável formiga, marcou o primeiro tento para o Grêmio... caberia a Gessi, após receber excelente passe de Juarez, marcar o terceiro goal. O último, que colocaria ponto final nesta demonstração de classe do Grêmio, seria novamente obra de Elton.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Grenal 150º

Dia 29 de novembro Pôrto Alegre assistiu a festa do esporte - o 150º Grenal - no grande Estádio Olímpico. O Grêmio vencei por 4 x 1




Transcorriam-se 80 minutos e Ortunho foi atingido por uma garrafa lançada covardemente por um torcedor irresponsável. Demosntrando fibra inquebrantável, Ortunho voltou a campo, com a cabeça enfaixada, pois o Juíz condicionara o término da partida à sua volta. Quando foi dado o apito final, havia mais um jogador com a camisa colorada: era Ortunho, o herói da tarde, com a camiseta vermelha de sangue.

Revista do Grêmio nº 29 - ano IV

sábado, 3 de setembro de 2011

Gre-nal Eucalíptos: Marino arremata

Eucalíptos: Gre-Nal Decisivo 2 x 0      Dezembro de 62
Carnaval colorado estava no programa...

2 Golos de Marino

 MILTON MARTINS KUELLE
Dr em futebol e em odontologia, nasceu em P. Alegre, em 1933. Começou no Vila Federal, do nosso associativo menor, entrando para o Grêmio como juvenil, em 51. É titular desde 55 e é considerado um "gentleman". Vice em 55, e campeão desde 56 até 60, alcançou o "penta". Reserva do panamericano de 56, no México, voltou com o "bi", sendo 4 anos depois, em Costa Rica, o grande baluarte na conquista do vice, marcando um golaço contra a Argentina, quando vencemos por 1 x 0. Foi vice em 61 e um brilhante campeão em 62, além de participar das duas excursões do Grêmio ao Velho Mundo. Com 30 anos, ainda poderá "incomodar" aquêles que lutam por um lugar ao sol na linha avançada do Grêmio.
texto José Ney
 MARINO DA SILVA
Criticado e aplaudido, simultâneamente, Marino conseguiu mais uma faixa, sendo ponta-direita do grêmio, na maiúscula campanha de 1962. Nasceu em São Leopoldo em 1939, e como bom capilé, começou jogando na velha "taba", como juvenil do clube índio. Estreou no quadro de cima do Aimoré, em 1956, permanecendo até 1959, quando, em brilhante caminhada, sob a batuta de Carlos Froner, foi vice-campeão do futebol gaúcho, quedando-se atrás do Grêmio. Em 1960, convocado para o panamericano da Costa Rica, na volta, parou no Olímpico, firmando excelente contrato. Foi laureado em 60 e agora em 62, além de viajar para Europa em 61 e 62. É muito mais perigoso no miolo do ataque, prova disso, os dois golos do Grê-nal, que deu o primeiro passo rumo ao título.
texto de José Ney 


Defesas do goleiro Henrique


Quadros
Grêmio - Henrique, Renato, Airton, Altemir e Ortunho; Elton e Milton; Marino, Joãozinho, Ivo, Diogo (Juarez) e Vieira.
Internacional - Gainete; Soligo, Ari, Cláudio e Ezequiel; Zangão e Osvaldinho; Sapiranga (Mauro), Alfeu, Flavio e Gilberto.

revista do Gêmio - ano VII nº 39

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Jubileu de Prata da CIA Ipiranga Gre-Nal 161



"Em Rio Grande: Vitória espetacular do Grêmo!
Os indivíduos e as coletividades, recebem os acontecimentos, assim como as oportunidades da vida, de modo diverso; cada um reage conforme sua personalidade, educação, formação moral. Eis porque ecoou diversamente entre nós o clássico Grenal que decidiu o certame de 62.
Uns, demasiadamente confiantes, arrojados até, hipertrofiaram as provincianas possibilidades e arrogantemente sonharam com o momento auspicioso da vitória que daria início um grande carnaval. Outros, grupo mais numeroso, mas também inocente, confiava descansadamente na pujança do seu representante, no valor e brio nunca desmentidos do craque gremista, useiro e veseiro em superar-se e obter vitórias consagradoras. Decepção para muitos e satisfação para outros. O estádio Olímpico propiciou, qual Sourbone Futebolística, a todos, indistintamente, a grande e eloqüente lição: para arrogantes - humildade...
Aos primeiros, trouxe-lhes uma lição de modéstia e morigeração: ainda são pequenos demais para dobrar os bens grandes. É a falsa grandeza, o gigantismo provinciano [...]"
Jesus Afonso

Grêmio: Henrique; Valério, Airton, Altemir e Ortunho; Elton e Milton (Fernando); Adroaldo, Gessi, Marino e Volnei II.
Internacional: Gainete; Zangão, Ari, Cláudio e Ezequiel; Osvaldinho e Gilberto (Sérgio Lopes); Sapiranga (Bedeuzinho), Alfeu, Flávio e Gilberto

GOALS: Flávio (5min), Elton (Penalty 13min) e Marino (49min) 

 Goal de Marino
Goleiro colorado Gainete


Revista do Grêmio nº39 Ano VII

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Campeão Invicto 1962 1º Campeonato Sul Brasileiro


Equipe na vitória do Grenal de 21 - 3 - 1962
IRNO, SÉRGIO, AIRTON, ORTUNHO, MOURÃO, ELTON, E MILTON; ADROALDO, GESSI, (JUAREZ) JOÃOZINHO E VIEIRA

INTERNACIONAL - GAINETE, ZANGÃO, ARI, CLÁUDIO E NILO; SÉRGIO LOPES E OSVALDINHO; SAPIRANGA (TITE) FLÁVIO, LARRI (VEVÉ) E GILBERTO.

LOCAL: Estádio do Internacional
RENDA: Cr$ 1.497.100,00



FINAL: GRÊMIO 2 x 1

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Grêmio Líder do Primeiro Turno 1958

Esta foi a equipe do Grêmio que venceu o Grenal de Nº 145 trazendo o Bicampeão à liderança do 1º turno.

[...] a impressionante combatividade dos atletas que defendem o pavilhão tricolor se fez presente da forma mais viva possível.



Osvaldo Rolla, o competente técnico Bicampeão, disse à imprensa:
- Foi uma grande, maravilhosa atuação do center Juarez. Foi o principal fator da vitória. Não só dele, é claro; mas de tôda  a equipe que trabalhou como de fato uma equipe deve trabalhar.


Quanto mais forte era o assédio à meta adversária, Ayrton, o eficiente zagueiro, disputou bolas inclusive perto da pequena área colorada, como a foto registra.


Mourão mergulha, espetacularmente, do alto do alambrado em direção à torcida. Dando expansão a sua alegria, o médio tricolor dá um salto sensacional para confraternizar com os torcedores. Disse que pagou uma promessa...

O Internacional marcou o primeiro goal. Este, porém, foi o sinal para a arrancada do Grêmio em direção à vitória. Atirou-se à luta com disposição indizível e transfigurou por completo o panorama do espetáculo. Teve o Bicampeão oportunidade de demonstrar uma vitalidade e um estado físico excepcionais, fazendo sua uma vitória que significou a liderança do 1º turno.

Grêmio - Germinaro; Orlando, Airton e Mourão; Elton e Enio Rodrigues; Vieira (Rudimar), Gessi, Rudimar (Juarez) Milton e Juarez (Vieira)
Internacional - La Paz, Zangão, Florindo e Barradas. Verardi e Joel; Joaquinzinho, Bodinho, Larri, Tati e Ivo Diogo

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

A mais Sensacional Virada de Todos os Tempos



"Rojões sulcam os ares, saudando o azul-celeste do firmamento e a celeste côr do nosso pavilhão esportivo, escrevendo lá em cima para que o veja todo o Rio Grande"

Grêmio de virada garante título! Gols de Nadir, Marino e Juarez

" O Grêmio joga com 10 homens. O Grêmio tem pênalti indiscutível, não assinalado a seu favor. O Grêmio marcou um tento que, sem explicação plausível, foi anulado"

"Os vanguardeiros tricolores, inferiorizados numèricamente, levam a confusão ao último reduto colorado. Nadir e milton, fabulosos, comandam o espetáculo."

" O ponteiro assinalava o octogésimo sexto minuto da pugna. Faltavam apenas quatro. Nadir, sereno e brilhante, cruzou pelo alto, sob medida para Marino. O craque, com muita calma, num cabeçaço, aninha a pelota no fundo das malhas de Silveira."

"Não se ouve mais à torcida rubra. As cuicas emudeceram, os tamborins não vibram mais, apitos só o do juiz de quando em vez, os tambores deixaram de ruflar, marchinhas não são mais cantadas, e as bandeiras vermelhas vão sendo enroladas, uma a uma.
O tricolor, por seu turno, não está satisfeito. A família das três côres, uníssona: Grêmio, Grêmio!"

Grenal 13-2-62. ( 1 x 1 )


" Repórter: - Gilnei, jogador de futebol é escravo ou boa vida?
- É uma profissão como qualquer outra, meu amigo. Seria interessante a criação de um Sindicato que viesse, futuramente, quando não mais pudessemos, por motivo de acidente ou outro qualquer, praticar o esporte bretão, para amparar-nos neste transe difícil."

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Grenal em 56 - 140º. Juarez, Gessi e Milton. No lance abaixo, Calvete


"Por fim, os "ceguinhos" viram a luz: o Grêmio, e já agora não mais podem argumentar com arengas ridículas e intempestivas.
O Grêmio tem vencido até aqui (e os fados no-lo permitirão que assim prossiga até o final da gloriosa jornada) porque de fato tem merecido vencer!
Não são os juízes, acoimados sempre pela maldade humana de facciosos, que o têm favorecido!
Não são os jogadores adversários que não têm sabido cumprir com sua obrigação de profissionais!
É a própria e inegável condição de superioridade de um grêmio cada vez maior e engrandecido no conceito desportivo da terra gaúcha o que explica essa maravilhosa sequência de vitórias!
É a garra e a compreensão nítida do dever que seus atletas têm; é a dedicação sem par e - por que não dizê-lo? - a capacidade técnica de um ex-renomado "player" tricolor (OSVALDO ROLLA)"

Grenal em 56 - 140º. Juarez encobrindo La Paz


"Aqui findou a história do Grenal nº 140. A bola, pingue-pongueando de cabeça-em-cabeça, encerrava o escore de 2 x 1 pró-Gêmio, indo aninhar-se ao fundo do gôlo de La Paz."

Grenal em 1936

Desfalcado caiu o Grêmio como AUTÊNTICO bicampeão (2 x 1)

Juarez - JAN/1957 -





JUAREZ - Nasceu em Blumenau a 20 de setembro de 1928. Olímpico de Blumenaus, era o clube a que pertencia ao tempo em que o Grêmio o engajou.

12.8.1956 - Grêmio 2 x 0 Floriano
O juiz anulou, injustamente, embora com boa intenção de coibir uma jogada por s. s., de longe, como "jogo perigoso", um gôlo de juarez, o 1º da tarde e o de mais bonita feitura.


Grenal de 2.9.56

Grêmio 0 x 0 Seleção Argentina - 20.9.1956

Gol da Virada em 61
Decorrem já 90' de jôgo. A partida entra em seus minutos de desconto. Juarez, o "Leão do Olímpico", não seria o Juarez, se não fizesse, se não fizesse uma de suas artimanhas, habituais e costumeiras em dia de Grenal.
Milton, acompanhado de Nadir, desce mais uma vez pela esquerda. O "formiguinha", divisa seus companheiros de vanguarda, e faz o centro. Silveira, estonteado pela avalanche tricolor, abandona, e abandona mal a meta que defende. Juarez, de cabeça, como que cumprimentando a torcida presente no Estádio dos Eucalíptos, tranqüilamente tinge de azul o carnaval colorado. Era a vitória do Grêmio a mais sensacional vitória de todos os tempos. A maior virada já vista pelo esportista gaúcho.