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sábado, 3 de setembro de 2011

Gre-nal Eucalíptos: Marino arremata

Eucalíptos: Gre-Nal Decisivo 2 x 0      Dezembro de 62
Carnaval colorado estava no programa...

2 Golos de Marino

 MILTON MARTINS KUELLE
Dr em futebol e em odontologia, nasceu em P. Alegre, em 1933. Começou no Vila Federal, do nosso associativo menor, entrando para o Grêmio como juvenil, em 51. É titular desde 55 e é considerado um "gentleman". Vice em 55, e campeão desde 56 até 60, alcançou o "penta". Reserva do panamericano de 56, no México, voltou com o "bi", sendo 4 anos depois, em Costa Rica, o grande baluarte na conquista do vice, marcando um golaço contra a Argentina, quando vencemos por 1 x 0. Foi vice em 61 e um brilhante campeão em 62, além de participar das duas excursões do Grêmio ao Velho Mundo. Com 30 anos, ainda poderá "incomodar" aquêles que lutam por um lugar ao sol na linha avançada do Grêmio.
texto José Ney
 MARINO DA SILVA
Criticado e aplaudido, simultâneamente, Marino conseguiu mais uma faixa, sendo ponta-direita do grêmio, na maiúscula campanha de 1962. Nasceu em São Leopoldo em 1939, e como bom capilé, começou jogando na velha "taba", como juvenil do clube índio. Estreou no quadro de cima do Aimoré, em 1956, permanecendo até 1959, quando, em brilhante caminhada, sob a batuta de Carlos Froner, foi vice-campeão do futebol gaúcho, quedando-se atrás do Grêmio. Em 1960, convocado para o panamericano da Costa Rica, na volta, parou no Olímpico, firmando excelente contrato. Foi laureado em 60 e agora em 62, além de viajar para Europa em 61 e 62. É muito mais perigoso no miolo do ataque, prova disso, os dois golos do Grê-nal, que deu o primeiro passo rumo ao título.
texto de José Ney 


Defesas do goleiro Henrique


Quadros
Grêmio - Henrique, Renato, Airton, Altemir e Ortunho; Elton e Milton; Marino, Joãozinho, Ivo, Diogo (Juarez) e Vieira.
Internacional - Gainete; Soligo, Ari, Cláudio e Ezequiel; Zangão e Osvaldinho; Sapiranga (Mauro), Alfeu, Flavio e Gilberto.

revista do Gêmio - ano VII nº 39

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Jubileu de Prata da CIA Ipiranga Gre-Nal 161



"Em Rio Grande: Vitória espetacular do Grêmo!
Os indivíduos e as coletividades, recebem os acontecimentos, assim como as oportunidades da vida, de modo diverso; cada um reage conforme sua personalidade, educação, formação moral. Eis porque ecoou diversamente entre nós o clássico Grenal que decidiu o certame de 62.
Uns, demasiadamente confiantes, arrojados até, hipertrofiaram as provincianas possibilidades e arrogantemente sonharam com o momento auspicioso da vitória que daria início um grande carnaval. Outros, grupo mais numeroso, mas também inocente, confiava descansadamente na pujança do seu representante, no valor e brio nunca desmentidos do craque gremista, useiro e veseiro em superar-se e obter vitórias consagradoras. Decepção para muitos e satisfação para outros. O estádio Olímpico propiciou, qual Sourbone Futebolística, a todos, indistintamente, a grande e eloqüente lição: para arrogantes - humildade...
Aos primeiros, trouxe-lhes uma lição de modéstia e morigeração: ainda são pequenos demais para dobrar os bens grandes. É a falsa grandeza, o gigantismo provinciano [...]"
Jesus Afonso

Grêmio: Henrique; Valério, Airton, Altemir e Ortunho; Elton e Milton (Fernando); Adroaldo, Gessi, Marino e Volnei II.
Internacional: Gainete; Zangão, Ari, Cláudio e Ezequiel; Osvaldinho e Gilberto (Sérgio Lopes); Sapiranga (Bedeuzinho), Alfeu, Flávio e Gilberto

GOALS: Flávio (5min), Elton (Penalty 13min) e Marino (49min) 

 Goal de Marino
Goleiro colorado Gainete


Revista do Grêmio nº39 Ano VII

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Campeão Invicto 1962 1º Campeonato Sul Brasileiro


Equipe na vitória do Grenal de 21 - 3 - 1962
IRNO, SÉRGIO, AIRTON, ORTUNHO, MOURÃO, ELTON, E MILTON; ADROALDO, GESSI, (JUAREZ) JOÃOZINHO E VIEIRA

INTERNACIONAL - GAINETE, ZANGÃO, ARI, CLÁUDIO E NILO; SÉRGIO LOPES E OSVALDINHO; SAPIRANGA (TITE) FLÁVIO, LARRI (VEVÉ) E GILBERTO.

LOCAL: Estádio do Internacional
RENDA: Cr$ 1.497.100,00



FINAL: GRÊMIO 2 x 1

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Segunda Gira Tricolor pelo velho mundo - textos de Edson Pires


A gira gremista, que teve a duração de mais de 60 dias, pelos gramados do velho mundo, foi coroada de pleno êxito, pelos resultados positivos que conquistou no seu plantel, que embora os sacrifícios que muitas vezes teve pela frente, suplantou-os  todos pela união de todos seus componentes.

Pantel Disciplinado
Com referência aos atletas tricolores, êstes sòmente podem merecer de nós os melhores elogios, pois portaram-se como verdadeiros cavalheiros e souberam representar condìgnamente não só o Brasil como a sua agremiação nos países do Velho Mundo. Foram elogiados pelos proprietários dos hoteis, pela disciplina que mantiveram. Reinou entre todos o maior espírito de camaradagem e compreensão e nunca se registrou um atrito entre êles [...] 

Horas boas e más
Toda gira tem as suas horas boas e suas horas más. As melhores horas foram, sem dúvida, nas confraternizações nos vestiários, logo após as vitórias, além das missivas que recebiam de seus familiares e amigos, pois sempre que as cartas do Brasil chegavam em suas mãos, o sontentamento era dos maiores, e muitos choravam de saudades.
 As horas más eram sempre aquelas das derrotas, e estas foram poucas, já que o esquadrão gremista sofreu apenas quatro insucessos, e êsses para selecionados que lutaram na Copa do Mundo, e que vinham de muitos meses de preparação.

As maiores homenagens
Não poderíamos nesta recapitulação deixar de mencionar as granes homenagens que recebeu o esquadrão tricolor em sua recente gira, sendo que as maiores foram sem dúvida nos países socialistas, nos quais  seus dirigentes foram incansáveis em gentilezas, notadamente na Rússia, onde diversos jantares foram oferecidos pelos altos próceres do esporte soviético.

Clima e alimentação
Nossos atletas lutaram com grande fator adverso, representado pelo clima e alimentação. Jogando com baixas temperaturas e outras vêzes com mudança repentina de clima de uma hora para outra, além da alimentação completamente diversa da nossa, notadamente em algumas cidades onde as refeições eram custeadas pelo empresário. Em tais ocasiões na maioria das vezes limitava-se a oferecer um lanche aos atletas, isso para não falar numa noite em que nada de sal foi dado, além de termos viajado mais de 14 horas dentro de um trem sem leito e com um frio tremendo, pois a calefação não funcionava.
Em matéria de comida, muito semelhante à nossa, foi, sem dúvida na Grécia, onde todos almoçavam e jantavam bem e que o diga Gilnei, que era o maior gastrônomo da delegação.
Na Rússia, embora a fartura da alimentação, muitos não se deram bem com a mesma, como aconteceu com o massagista Carvalho, que mais passava a sardinhas do que qualquer outro alimento.

Outras notas
O mais fácil era comprar se comprar as cousas, pois bastava se olhar e indicar o objeto para logo a seguir surgir a pergunta: "Faiscoste"... Quanto vale. A seguir, o preço era dado por escrito e o objeto era compraqdo ou não. Na Dinamarca, as senhoras munidas de cachorros, tinham até lugares para atar seus cães defronte às casas comerciais. Também lá o charuto e muito principalmente o cachimbo, são usados por todos desde as senhoras até às crianças, fato também visto por nós na Alemanha Na Grécia, encontramos as mulheres mais lindas do mundo, pois as gregas são de fato muito bonitas em tudp. Em Sofia, o cheiro da calefação fazia mal a todos, e quando se chegava a um país da Cortina de Ferro, todos já comentavam que teríamos que suportar o mau cheiro, que revoltava a todos estômagos. Vamos falar também na lavagem de roupa, que era sempre feita por todos nas pias dos hotéis. Os atletas tornaram-se aptos para auxiliar suas esposas, já que viraram também craques neste mister.

Campanha


Imagens da delegação 

Fotos supostamente tiradas por Juarez Flores
Redação Edson Pires

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Grenal 13-2-62. ( 1 x 1 )


" Repórter: - Gilnei, jogador de futebol é escravo ou boa vida?
- É uma profissão como qualquer outra, meu amigo. Seria interessante a criação de um Sindicato que viesse, futuramente, quando não mais pudessemos, por motivo de acidente ou outro qualquer, praticar o esporte bretão, para amparar-nos neste transe difícil."

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Sardinha I - Campeão Farroupilha

Eurídes Guasque de Mesquita (Sardinha I) jogador e depois técnico do esquadrão principal gremista. Foi êle que conduziu à vitória o team tricolor no memorável embate decisivo do campeonato farroupilha em 1935. Faleceu prematuramente no ano seguinte.
fonte: album do cinquentenário set/54


1º Quadro de 1929: LARA, Nenê, Russo, Macarroni, Luiz Carvalho, Poroto, SARDINHA I, Dario Passos, Nestor, Coró e Martim Aranha