quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Jurandir

Jurandir Gaston dos Santos veio do Juventude de Caxias ingressando no Grêmio com 23 anos de idade

Grêmio 3 x Aimoré 1 (1960)

Fim do Primeiro Turno
Grêmio: Suli, Figueiró, Airton, Bruno, Ortunho, Elton, Milton, Cardoso, Gessi, Marino e Vieira
Aimoré: Alberto, Amâncio, Soligo, Afonso, Carlos, Gilnei (Jara), Fernando, Darci, Tomasi, Gilberto, e Balzareti.

fonte: Revista do Grêmio nº 28, ano V

Grêmio 2 x Veronese 0 (1960)

Campeonato em Marcha

Os Quadros:
Grêmio: Suli, Figueiró, Airton, Ortunho, Elton, Ênio Rodrigues, Vieira, Marino, Gessi, Milton e Jurandir
Veronese: Estevão, Dane, Didi, Coronel, Joãozinho, Lindomar, Renè, Bebeto, Dirceu Mujica, Vevé.


fonte: Revista do Grêmio nº 28, ano V

Grêmio 5 x Internacional 1 (Gre-Nal nº 153)



"Conseguiu o Grêmio uma de suas vitórias fáceis e empolgantes sobre seu tradicional adversário, o S. C. Internacional. Congratulamo-nos porém com a equipe colorada, que apesar de derrotada encarou o debacle com grande espírito desportivo, agindo durante todo o transcorrer do embate com ótima conduta e grande cavalheirismo. Mostrou  a equipe colorada ainda possuir aquele espírito de luta característica e sòmente não puderam resistir a avalanche tricolor que apresentou-se com grande superioridade técnica e preparo físico, salientando-se, principalmente, seu meio de campo.
[...] jogando com calma, fazendo jogadas bem articuladas com Elton e Milton resolutos no meio do campo fazendo desaparecer por completo à Vilmar e Kim."

"Quem foi ao campo para ver um duelo entre a vanguarda colorada e a extrema defesa gremista, não viu senão extremamente o contrário: sexteto defensivo do Grêmio amplamente superior a linha de atacantes rubra e a defensiva escarlate vendo-se em apuros para conter o "inofensivo" quinteto de frente tricolor. Em resumo, viu-se o Mosqueteiro sempre superior, jogando seus homens desde Suli até Vieira, tranqüilos mesmo quando perdiam por um tento a zero."

Plantel

tira-teima



"E aos que diziam que o Grêmio não possuía atacantes capazes de finalizações e que eram todos "armandinhos" i. é só armavam e não possuíam arremate, a resposta veio nesse contundente revés imposto ao clube do pôvo. Nada menos de cinco tentos foram assinalados por esses mesmos cinco homens que não possuiam finalizações. Mostrando o esquadrão tricolor muito mais equipe passou fácil pelo seu tão temível adversário." (texto Zelio Hocsman)


fonte: Revista do Grêmio Julho-Agosto 1960 - Ano V - nº 28

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Campeão mineiro curvou-se ao Grêmio


Depois nos espetaculares resultados alcançados fora do Olímpico, o Esquadrão tricolor pisou o tapete verde de seu estádio para receber a visita do Atlético Mineiro, em partida válida pelo campeonato nacional.
Foi um jogão de bola. O Grêmio fez uma grande exibição e o representante de Minas Gerais também. Quem esteve no Olímpico testemunhou o fato. Para valorizar o empate, vale acentuar que o adversário, segunda crônica mineira, realizou sua melhor apresentação no Copão-71. A torcida gremista, desejosa de ver em ação o seu time favorito, quase lotou o estádio. Sua presença e seu incentivo foram fatores decisivos para que o Grêmio pudesse fazer uma de suas melhores apresentações no campeonato nacional além do jogo em si muito bom. A torcida foi um espetáculo à parte, enfeitando o estádio com suas bandeiras e sua vibração incontida. Aos 24 minutos explodiu o estádio, Torino, de fora da área, atirou para o arco. Renato falhou e a bola foi para o fundo das redes. A resposta do galo foi imediata, aos 29 Lola atirou fraco e Jair foi infeliz no lance. A bola acabou entrando: 1 a 1.

Juiz - Romualdo Arpi Filho
Data 15.8.71
Renda - Cr$ 138.280,00
Grêmio: Jais, Espinosa, Ari Ercilio, Beto, Everaldo, Gaspar (Jadir), Torino, Flecha, Scotta, Caio e Loivo. Técnico:  Otto Glória
Atlético: Renato, Zé Maria, Grapete, Vanturi, Cincunegui, Vanderlei, Humberto, ROnaldo, Dario, Lôla, Romeu (Tião). Técnico: Telê Santana
Fonte: Revista do Grêmio - Ano XV - Nº 54. Set 71
Fonte: Revista do Grêmio - Ano XV - Nº 54. Set 71

Fonte: Revista do Grêmio - Ano XV - Nº 54. Set 71


Grêmio deu baile no Maracanã

Numa das raras investidas, Edu era contido pela barreira intransponível que Otto montou. Everaldo e Beto deram um show no Maracanã. A torcida carioca, atônita, ao final, chegou aplaudir a máquina tricolor.


Fonte: Revista do Grêmio - Ano XV - nº 54. Setembro de 1971













Fonte: Revista do Grêmio - Ano XV - nº 54. Setembro de 1971


















Jogo: Grêmio x América RJ
Local - Maracanã
Competição: Campeonato Nacional
Arbitragem - Aldo Aníbal Oviedo
Goleadores - Scotta ('38) e caio ('51)
Equipes: Grêmio: Jair, Gaspar, Espinosa, Ari Ercílio, Beto, Everaldo, Torino, Caio, Scotta, Loivo
América: Alberto, Dejair, Tião, Aldecí, Zé Carlos, Badeco, Edu, Jorge, Cuíca, Antocio Carlos, Chiquinho, Sarão.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Estádio Olímpico em 1971

Fonte: Revista do Grêmio - Ano XV - nº 54 setembro de 1971 

Grêmio 1 x 0 Seleção da Salônica (norte da Grécia)


São Paulo Bicampeão e com Gerson "já era"

Grêmio estreou goleando

"O Grêmio estreou no campeonato nacional de forma espetacular. Em pleno estádio Morumbi, na capital paulista, o clube tricolor goleou o São Paulo bicampeão bandeirante, com Gerson e Cia.
[...] o time de Otto Gloria jogou, venceu e mereceu os 3 x 0.
O Grêmio começou a explorar as externas, usando ora Flecha, ora Loivo. As investidas de Scotta, sempre perigosas, levaram pânico ao arco de Sérgio.
Aos 12 minutos, Scotta faturou Sergio num grande gol. Aos 15, novamente Scotta, livrando-se de Forlan, fêz 2 x 0. Flecha entrou pelo meio e fuzilou: 3 x 0.

Data 7.8.71
Competição - Campeonato Nacional
Arbitragem: Arnaldo César Coelho
Goleadores - Scotta (12' e 82') e Flecha (87')
Renda: Cr$ 50.340,00
Equipes -  Grêmio: Jair, Espinosa, Ari, Beto e Everaldo, Torino, Jadir e Loivo, Flecha, Caio e Scotta.
São Paulo:  Sergio, Tenente (Forlan) Jurandir, Edson, e Gilberto, Gerson, Paulo e Pedro Rocha, Terto e Teia (Everaldo) e Paraná.

Fonte: Revista do Grêmio ANO XV - nº 54 setembro de 1971





Os catedráticos ensinaram os bicampeões

Jogo de 4 de agosto de 1971. Estádio Beira-Rio

FÁCIL, MINHA GENTE

"O Beira-Rio, como o Estádio Olímpico anteriormente, propiciou, qual Sorbonne futebolística a todos, indistintamente, a grande e eloqüente lição: para os arrogantes - humildade... e para os confiantes a satisfação de ter conquistado um triunfo dos mais sensacionais de sua história.
AOS PRIMEIROS trouxe uma lição de modéstia e morigeração: ainda são pequenos demais para dobrar os bem grandes. É a falsa grandeza, o gigantismo provinciano, a megalomania do normal querendo olhar de cima para os que o circundam. Não é para qualquer um ter um olho em terra de cegos...
AOS SEGUNDOS, aquèles que confiavam no poder do seu representante, em devaneios já antevisto como aureolado e imbatível, a êstes o sabor e a alegria de terem sido correspondidos. O Grêmio ganhou do Internacional e não podia ser de outra forma. Mostrou a fibra, a garra e, acima de tudo, um futebol notável, aliado ao peso extraordinário de sua gloriosa camiseta. [...] A César o que é de César! No choque de grandes, guardaram-se as proporções. Os catedráticos ensinaram os bicampeões." Jesus Afonso
Fonte: Revista do Grêmio - Ano XV - Nº 54 -  Setembro de 1971

"Gente, como é bom ser gremista. Deu Grêmio no primeiro Grenal. No cinquentão, no centão, no sesquicentão. E agora, no duzentão, também.  Nada melhor que num jogo clássico, um escore clássico: três a um. Foi o fino do grenal. Um grenal molhado, muito badalado, muito gostoso como quê.
[...] Um jogão. FIzemos um, dois três. Que vibração! O primeiro do pequenino Caio, que cabeceou entre os altões Pontes e Valmir. A bola estufou as rêdes "dêles". Foi uma beleza de gol. Depois aquèle pênalti. O gringo Scotta deu um chutão. Gainete foi para um lado, a bola entrou no outro. Explodiu a nossa torcida. As bandeiras tricolores se agitaram. Era o azul imperando no Beira-Rio. Um espetáculo grandioso. E o pique de Scotta festejando o gol. Oferecendo-o à nossa torcida." Mário Caminha



grenal - túmulo dos goleiros
"Você que é gremista, está com a mão no queixo, um pouco apreensivo com o gol contra de Everaldo. Mas, é uma preocupação passageira, que a bola só anda na área de Gainete, e que os 2 x 1 não vão tardar.
Você que é gremista, ergue-se no Gigante, e até se esquece que a chuva está caindo novamente: Scotta de pênalti (Valmir em Flecha) atira no canto esquerdo, e aí está os dois a um. Mas os dois a um não chega, existe uma ânsia de vingança, de mais gols. Só que você que é gremista nem de longe podia imaginar que o terceiro gol, a vantagem tranqüilizadora, viesse de um lance assim, rápido, malicioso, engraçado, cômico: 37 do tempo final, dois toques próximos da área do Inter, pela esquerda. A bola é levantada. Caio agacha-se a cabeceia quase no chão.A bola vai pedindo licença. Gainete faz pôse: e leva o frangão. Até Caio fica sem entender. O Gigante começa a chorar. As festas, a alegria do tri, o carnaval com chuva e tudo, que estava bem arrumadinho, não vai sair. Culpa de quem, De Dino Sani? Do Inter? Do Gainete? 
É ruim ser goleiro: êle pode passar todo o jôgo fazendo milagres, mas se numa bola vem a falha, adeus: ninguém lembra o que êle fêz. Gainete apenas engrossou a lista enorme dos goleiros que acabaram tendo seu túmulo erguido no meio da alegria.
Lembram o que aconteceu com Lapaz? Foi há mais de 15 anos, um grenal no olímpico. Romeu da Cruz era o juiz, o dia 24 de julho de 1955. Houve um lance curioso. A bola foi erguida pela direita. Lapaz estava muito na frente, quando quis voltar, teve o sol contra si. Saiu mal, a bola fêz uma curva, e acabou morrendo quietinha no fundo do gol colorado. Naquele grenal, a falha de Lapaz custou caro, o Grêmio ganhou de 2 x 1, e Lapaz, mesmo sendo um grande goleiro, não pode escapar das vaias, e até mesmo (sem o merecer) da pecha de vendido e outras coisas mais..." José Nei

"Chovia muito e resolvi ir para dentro do Rian. Um cafèzinho, aquela hora, vinha mais do que bem. Ao meu lado, um cara gordo, cabelos grisalhos mostrando quem sabe uns 50 anos, chegou até derrubar açucar tão atento que estava ao radinho de pilha: " o grenal não vai sair, só dia 16 de setembro, por causa da chuva". Brabo,  o cara largou o rádio, engoliu o cafezinho, acendeu o cigarro, louco da vida. Mas, em seguida, veio a reviravolta, e seu rosto ficou alegre e brilhante: "Vai sair o jogo com qualquer tempo"
Ir para rua só alguns corajosos corriam pelos paralelepípedos lisos, cuidando-se para não cair. Com esse tempo, pensei... Mas o cara de cabelos grisalhos, feliz na vida, estava novamente bravo: "o que, o Caio? Pela mãe do guarda! Êle é o coveiro do Grêmio". Só que o amigo dele, que teve a audácia de de falar bem do Caio, queria discutir de qualquer jeito.: "Você vai ver, ele larga para o Scotta na corrida e o Gainete quando acordar estará na maior fossa da paróquia [...] ele não jogava um bolão no Flamego ao lado do Gaspar?"

Pórtico: homenagem ao tri

Capa da revista do Grêmio de 1971



quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Olímpico 1971

Parte interna e administrativa do Estádio Olímpico Monumental em 1971
Rio Gráfica e Editora S. A. nº7 - 1971

Ortunho


Rio Gràfica Ed. S.A. nº7 - 1971

11 anos de Grêmio. Atuou como lateral esquerdo, direito e, eventualmente, na zaga. Perdeu posto para Everaldo em função de uma lesão no joelho.Foi ídolo da defesa gremista até o término de sua carreira no clube, com 36 anos de idade.

João Severiano

   
Rio Gráfica Ed S.A., nº7 - 1971
João Severiano veio das categorias de base do Grêmio e iniciou a carreira como profissional no Independente da Argentina. Foi treinado pelo preparados Artur Viana da Silva entre os juvenis da equipe argentina.Em 1961 veio atuar no Grêmio sob a regência de Osvaldo Rolla (Foguinho); atuava junto com o craque Alcindo no ataque tricolor. Durante 15 nos atuou no Grêmio.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

A virada de Luís Carvalho

"Para os gremistas da velha guarda, o maior ataque do tricolor, em todos os tempos, foi este: Laci, Artigas, luís Carvalho e Nenê [...] Luís Carvalho driblava e chutava com os dois pés, de qualquer distância, tinha uma visão de goal como nem um outro; cabeceador emérito e criador de viradas incomparáveis. Todos os que o viram jogar em 1941 não esquecem:
- A virada do Luís era uma coisa muito séria. A jogada era feita assim. Êle ficava mais ou menos a quatro ou cinco metros antes da risca da área... Recebia o passe, erguia a bola com a ponta da chuteira ou com o peito do pé e mandava um foguete indefensável. A única maneira de evitar seus tiros fatais era fazer falta...
Certo dia , Luís correeu para a área do adversário. Parou porque a área estava congestionada. De calcanhar, tocou a bola para um companheiro que vinha atrás. Recebeu, levantou e deu a virada. Ó árbitro virou-se e apontou o centro do campo. Os jogadores do time adversário correram para cima do juiz dizendo-lhe que a bola havia saído pela linha de fundo depois de um sorriso, voltando a indicar o centro de campo, o juiz acrescentou: - Virada do Luís Carvalho saiu pela linha de fundo? Vocês estão brincando, ele nunca erra essa jogada.
E deu goal.

Natural de Cachoeira do Sul. Depois do Grêmio, jogou no Vasco e Botafogo-RJ. Na seleção gaúcha foi titular absoluto até 1941.

Fonte: Rio Gráfica e Editora n. 7 ano 1971.